quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Se ja não temos o que falar...

Lavamos as palavras para que não se expressem de forma errada

Lavamos com a calma de quem sem pressa limpa a arma


Os incertos não existem

Nesse quadrado sem cor

O que te falta,

Sua raiz

Seu momento de dor

Esquece toda culpa

E ruma ao amanhã

Estou falando de palavras

Aquelas mesmas sem sentido

Das quais preencheu seu dia sem cor

Estão faltando os espaços

Aqueles da tua alma

Para colocar novas palavras

Com fragrâncias de flor

Estão cantando ao novo dia

Palavras que como as tuas

Falaram do indolor

Eu quero palavras vivas

Que dilacerem tua calma

E te arranquem expressões sinceras de amor.

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